Aracruz entra de vez no mapa da logística global
Aracruz vive um daqueles momentos que mudam a história de uma cidade. Sem alarde exagerado, sem promessas vazias, mas com fatos concretos e decisões que falam por si.
O acordo firmado entre o Porto da Imetame e a Hanseatic Global Terminals (HGT), braço logístico do grupo alemão Hapag-Lloyd, coloca o município definitivamente no radar da logística internacional.
Não é pouca coisa. Estamos falando de um dos maiores grupos de transporte marítimo do mundo, com centenas de navios cruzando oceanos e operando milhões de contêineres todos os anos, apostando em Aracruz como ponto estratégico para o Brasil e para a América do Sul.
A operação do terminal de contêineres está prevista para iniciar em 2028, mas o impacto dessa decisão já começou. Quando um gigante global escolhe uma cidade, não é por acaso. É porque existe estrutura, localização estratégica e, principalmente, potencial de crescimento sustentável.

A leitura feita pelos executivos internacionais é simples e objetiva. Se fala em investir onde a carga nasce, circula e encontra boas rotas de escoamento. E Aracruz entrega exatamente isso. Porto em fase final de obras, com píer de 750 metros, capacidade para contêineres, granéis sólidos, líquidos e veículos, além de conexão com rodovias, ferrovia e proximidade com o Aeroporto de Vitória.
Na prática, é menos discurso e mais concreto, cais e contêiner, como o próprio mercado costuma dizer.
O modelo da parceria também ajuda a entender o tamanho do passo dado. A HGT entra com a expertise na operação de terminais. A Hapag-Lloyd entra com sua frota global e capacidade logística. O Porto da Imetame se consolida como o ponto onde a carga chega, sai e ganha o mundo. É o encaixe perfeito entre infraestrutura local e logística internacional.

Por isso, Aracruz não entrou nesse projeto por acaso. Entrou porque faz sentido dentro da estratégia global da HGT, que planeja ampliar sua presença para 30 terminais no mundo até 2030.
O avanço não acontece isoladamente. Aracruz hoje integra um conjunto robusto de iniciativas logísticas e industriais. O ParkLogBR/ES prevê investimentos estimados em mais de R$ 12 bilhões, com participação da iniciativa privada e governança estruturada. A ZPE de Aracruz, com cerca de 5 milhões de metros quadrados destinados à atividade industrial, amplia ainda mais a atratividade para novos negócios.
Somam-se a isso operações já consolidadas, como Portocel e VPorts, que conectam o agro capixaba e brasileiro a mercados internacionais, gerando empregos, renda e novas oportunidades.
O que antes era visto por muitos como uma cidade do interior capixaba, hoje passa a ser reconhecida como peça-chave no tabuleiro da logística nacional e internacional. Aracruz deixou de ser apenas um ponto no mapa. Agora é rota. E rota importante.
Os próximos anos devem consolidar ainda mais esse novo momento, com impactos diretos na economia local, na geração de empregos e no desenvolvimento regional. Um crescimento que não nasce do improviso, mas de planejamento, infraestrutura e decisões que olham para o longo prazo.
E, ao que tudo indica, o mundo começou a olhar para Aracruz com outros olhos.
Por N. Hellen Clementino/Folha Aracruz
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