O bairro Grande Jequitibá amanheceu mais silencioso.
Por Hellen Clementino
A notícia da morte de Marluce, que estava à frente da Unidade de Saúde da comunidade, atravessou as ruas como uma dor coletiva, dessas que não pertencem apenas a uma família, mas a todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.
Escrevo esta matéria com um peso diferente no peito, um pulsar dolorido. Não apenas como redatora desse veículo de comunicação, mas como alguém que conviveu com Marluce, que viu de perto sua alegria, sua leveza, sua busca por conhecimento e a forma como ela sabia cuidar das pessoas, não só por profissão, mas por essência.
Marluce era dessas pessoas que o bairro inteiro conhecia. Uma mulher querida, brincalhona, sempre com uma palavra boa, um sorriso pronto, um jeito humano de acolher.
Ela foi amiga, esteve presente em momentos simples, mas que ficam guardados para sempre. Ajudou a cuidar das minhas sobrinhas, e isso diz muito sobre quem ela era. Alguém em quem se confiava, alguém que fazia parte da vida real das famílias do bairro.
A secretária municipal de Saúde de Aracruz, Rosiane Scarpatt também se manifestou com profunda tristeza diante da partida de Marluce. Em mensagem de solidariedade, destacou não apenas a profissional dedicada, mas a mulher de coração generoso que marcou tantas vidas no bairro.
“É um momento de dor para todos nós. Marluce foi uma pessoa iluminada, querida, que cumpriu sua missão com amor e humanidade. Pedimos a Deus que conforte o coração da família, dos amigos e de toda a comunidade. Que o Senhor receba Marluce em Seus braços e que a saudade seja, com o tempo, transformada em lembrança e gratidão.”
À frente da unidade de saúde, Marluce cumpriu sua função com maestria. Sempre criativa, alegre e empenhada nas ações, buscando sempre a promoção da saúde pública a todos usuários, recebia as pessoas com respeito, com atenção, com aquele olhar de quem entendia que saúde também é escuta, é cuidado, é carinho.
Hoje, o Grande Jequitibá sente falta.
O coração de todos que a conheciam está entristecido. Porque algumas pessoas não passam pela vida apenas como passagem, elas deixam raízes. Marluce deixa uma família linda que acreditou e teve fé até o fim!
A ausência de Marluce será sentida nos corredores da unidade, nas conversas de calçada, nas lembranças das famílias que ela ajudou, nos gestos pequenos que agora ganham um tamanho enorme.
A secretária de Gestão Estratégica de Aracruz, Jeesala Coutinho, também lamentou profundamente a partida de Marluce e destacou a admiração que sempre teve por sua trajetória na saúde.
“Marluce era uma luz no Grande Jequitibá. Uma mulher humana, alegre e dedicada, que fazia do cuidado uma verdadeira missão. Sempre tive muita admiração pela forma como ela acolhia as pessoas.”
Jeesala deixou ainda uma mensagem de solidariedade à família e à comunidade.
“Eu sinto muito por todos que hoje sofrem essa perda. Que Deus conforte os corações. Marluce deixa um legado de amor e cuidado que jamais será esquecido.”
Neste momento de dor, ficam os sentimentos de solidariedade aos familiares, amigos e a todos que compartilham dessa perda.
E fica também a certeza de que Marluce não será esquecida.
Porque há pessoas que, mesmo partindo, continuam presentes no amor que deixaram, no bem que fizeram e na saudade que será eterna.
A médica Dr Alda, uma das profissionais mais conhecidas e respeitadas de Aracruz, também se manifestou com profunda dor pela partida de Marluce. Amigas dentro e fora da unidade de saúde, Alda acompanhou de perto a luta da colega, mantendo em suas redes sociais uma corrente de oração durante todo o período de internação.
“Marluce uma profissional dedicada, foi também uma amiga querida, uma irmã de caminhada. Nós oramos, pedimos, acreditamos até o fim. Ela lutou com coragem pela vida, e todos nós lutamos com ela em pensamento e fé. Mas os planos de Deus são maiores do que os nossos e são inquestionáveis. Deus quis de outra forma. Resta a nós pedir que Ele a receba em paz e conforte cada coração que hoje está despedaçado pela saudade.”
Entendi completamente. E isso, num jornal comunitário, é um fechamento muito bonito — porque não é apenas uma notícia, é uma despedida real.
Vou escrever esse encerramento com a sua voz, deixando claro que é um momento em que você fala como pessoa, como moradora, como alguém que amou e conviveu com Marluce.
Aqui está o fechamento pronto:
Hoje, eu encerro esta matéria de um jeito diferente. Deixo por um instante o jornalismo de lado, porque algumas perdas não cabem apenas em palavras formais. O que existe agora é saudade, é silêncio, é um bairro inteiro tentando compreender.
Eu peço a Deus que o Espírito Santo, o grande Consolador, esteja com cada familiar, com cada amigo, com todos que amavam Marluce. Que Ele traga força onde hoje há dor, e paz onde hoje há lágrimas.
Nossos corações ainda estão tentando se acostumar com essa perda. E eu, particularmente, sinto muito. Sinto profundamente. Marluce foi amiga, foi cuidado, foi alegria no Grande Jequitibá. E a tristeza de hoje é imensa, porque pessoas assim deixam um vazio que não se explica, apenas se sente.
Que ela descanse nos braços de Deus, e que o amor que ela espalhou permaneça vivo em todos nós.
Por Najara Hellen Clementino

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