O SUS passará a usar o número do CPF buscando menos papel, menos confusão e mais respeito com quem precisa de atendimento

O SUS passará a usar o número do CPF buscando menos papel, menos confusão e mais respeito com quem precisa de atendimento

 

Durante muito tempo o SUS esbarrou em algo simples, mas concreto, a burocracia que não conversa com a vida real. Cartão perdido, número que ninguém lembra, cadastro duplicado, gente ficando sem atendimento porque não apareceu no sistema. Quem usa o SUS sabe do que estou falando. Isso já aconteceu com você ou com alguém próximo.

A decisão de usar o CPF como número único do Cartão Nacional de Saúde mexe exatamente nesse ponto. Não estamos falando de corrigir uma falha técnica, mas, sim, uma mudança prática.

A pessoa chega à unidade de saúde e é reconhecida por um número que já faz parte da sua vida. O sistema deixa de tratar o cidadão como um cadastro confuso e passa a tratar como pessoa.

Na prática, o histórico de saúde passa a acompanhar o cidadão. Não fica mais espalhado em números diferentes. Fraudes e duplicidades ficam mais difíceis. Os dados ficam mais organizados e mais próximos da realidade.

Isso também muda a forma como o poder público trabalha. Com informações mais confiáveis, a gestão consegue planejar melhor e tomar decisões mais responsáveis. E isso chega lá na ponta, no atendimento, principalmente para quem já chega fragilizado, com pressa, com medo.

Quem já tem Cartão do SUS não precisa fazer nada. Os dados foram vinculados automaticamente ao CPF. Não tem troca de cartão, não tem fila, não tem novo cadastro. Quando o Estado se organiza sem empurrar o peso para o cidadão, a política pública funciona melhor.

O SUS precisa ser olhado com mais carinho e mais cuidado. Estamos falando da maior rede pública de saúde assistiva do mundo. Um sistema que atende milhões de pessoas todos os dias e que não pode tropeçar em falhas básicas de organização.

O CPF como número-chave resolve um problema real, cotidiano, que atrapalhava a vida de quem mais usa o SUS. Às vezes, governar bem não é fazer barulho. É arrumar a casa.

E quando a casa se arruma, quem sente primeiro é quem sempre esteve lá dentro.