Espírito Santo aposta em Cafeicultura Regenerativa para liderança mundial em sustentabilidade
Nova técnica busca sustentabilidade e recuperar a saúde dos ecossistemas agrícolas
A 3ª edição da Capacitação Técnica sobre Cafeicultura Regenerativa, realizada pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em Venda Nova do Imigrante, reforça o compromisso do Espírito Santo em se tornar uma referência mundial na produção sustentável de café. O evento, que visa aprimorar o conhecimento de 65 técnicos que trabalham com o café arábica, integra o Programa Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Espírito Santo e conta com a parceria de diversas instituições, como Senar, OCB, Plataforma Global do Café e Sebrae. Uma nova capacitação para o café conilon (canephora) ocorrerá em Linhares nos dias 24 e 25 de setembro, reunindo 80 técnicos.
O que é a cafeicultura regenerativa?
A cafeicultura regenerativa vai além da sustentabilidade e busca, ativamente, recuperar a saúde dos ecossistemas agrícolas. Em vez de apenas minimizar os danos ambientais, ela se concentra em práticas que melhoram a qualidade do solo, promovem a biodiversidade e conservam a água. Segundo a Plataforma Global do Café, a abordagem é fundamental para enfrentar as mudanças climáticas e garantir a produtividade e a resiliência das lavouras a longo prazo.
Entre as principais práticas da cafeicultura regenerativa estão o uso de bioinsumos (compostos orgânicos e biológicos) e adubação verde para aumentar a fertilidade e a capacidade de retenção de água do solo, reduzindo a dependência de fertilizantes químicos, e a conservação da água, com a implementação de sistemas de irrigação eficientes, como o gotejamento, e a adoção de técnicas de manejo que minimizam o uso e o desperdício de água.
Com a técnica ocorre o aumento da biodiversidade, com o plantio de árvores nativas para fornecer sombra, proteger o solo da erosão e criar habitats para polinizadores e predadores naturais de pragas.
Integração com a natureza: Este manejo mais complexo, integrado com a natureza, considera a fazenda como parte de um ecossistema mais amplo, incentivando a interação positiva entre os componentes biológicos do solo, a planta do café e o ambiente circundante.

A importância da cafeicultura regenerativa para o Espírito Santo
O Espírito Santo, segundo maior produtor de café do Brasil, se destaca por sua produção diversificada, com destaque para o café conilon (canephora) e o arábica. O foco na cafeicultura regenerativa é uma estratégia para consolidar a posição do estado como líder em produção de qualidade, agregando valor e garantindo o futuro do setor.
A adoção dessas práticas é especialmente relevante em um cenário de mudanças climáticas, onde o aumento de temperaturas e a variação das chuvas representam desafios significativos para os cafeicultores. A cafeicultura regenerativa torna as lavouras mais resilientes a esses impactos, ao mesmo tempo em que aprimora a qualidade da bebida, um fator crucial para conquistar mercados mais exigentes. Além disso, a saúde do solo, a conservação da água e a redução do uso de produtos químicos garantem mais sustentabilidade econômica para os produtores e mais bem-estar para suas famílias, conforme ressalta o subsecretário de Estado de Desenvolvimento Rural, Michel Tesch.
A iniciativa da Seag e do Incaper, com o apoio de diversas instituições, como o Sebrae e o Senar, é um passo estratégico para capacitar os técnicos, que levarão esse conhecimento diretamente para o campo, garantindo que o Espírito Santo mantenha seu protagonismo na produção de café e continue investindo em um futuro mais sustentável para a cafeicultura.

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