Espírito Santo comemora o Dia do Café na vanguarda da cafeicultura.
US$ 1,1 bilhão e 400 mil empregos diretos e indiretos
O café é muito mais que uma bebida no Espírito Santo: é o motor da economia agrícola, a fonte de sustento de milhares de famílias e a marca de excelência do estado no cenário global. Reconhecido pela produção de duas espécies – o Arábica, de montanha, e o Conilon, de clima quente –, o Espírito Santo consolidou-se como uma potência da cafeicultura, aliando tradição, tecnologia e sustentabilidade.
A relevância do grão pode ser medida em números que evidenciam seu papel crucial no desenvolvimento capixaba. A atividade cafeeira é responsável por cerca de 37% do Produto Interno Bruto (PIB) Agrícola do estado.
O setor é um gigante na geração de renda e oportunidades. A cafeicultura capixaba gera em torno de 400 mil empregos diretos e indiretos, abrangendo desde a produção rural até a indústria de transformação, logística e exportação. Essa atividade está presente em cerca de 60 mil das 90 mil propriedades agrícolas do estado, e é conduzida por aproximadamente 131 mil famílias produtoras capixabas, o que sublinha sua importância social e sua base familiar.
O Espírito Santo comemora, nesta quarta-feira (1º), o Dia Internacional do Café com destaque no cenário nacional e internacional. O Estado é líder absoluto na produção de café conilon com 68,9% da safra nacional e ocupa a segunda posição entre os maiores produtores de café do Brasil, atrás de Minas Gerais. O café capixaba é referência em qualidade, sustentabilidade e tecnologia aplicada.
De janeiro a agosto de 2025, foram exportadas 206 mil toneladas de café e derivados, que renderam US$ 1,1 bilhão em divisas. O grão capixaba chegou a 74 países, com destaque para Turquia, Estados Unidos e Bélgica.
As exportações de café em grãos cru representaram a maior fatia, totalizando US$ 966,9 milhões com o embarque de 3,2 milhões de sacas de 60 kg. Do total, 81% foram de conilon e 19% de arábica.
Outro destaque foi o café solúvel, que registrou um crescimento expressivo. As exportações saltaram de US$ 92,6 milhões para US$ 151,6 milhões (alta de 66,7%), com aumento no volume embarcado, de 11 mil para 12,7 mil toneladas. As plantas industriais presentes no Estado avançaram na produção de café solúvel, o que corroborou para maior exportação desse produto de valor agregado.
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, ressaltou a importância da data comemorativa e o papel estratégico do setor cafeeiro.
“Comemoramos o Dia Internacional do Café com orgulho de ver o Espírito Santo na vanguarda da cafeicultura. Temos aqui no Estado, em quantidade e qualidade, as duas espécies de café produzidas e cultivadas no mundo. Nosso diferencial está na qualidade da produção e no compromisso com a sustentabilidade. Ter o café capixaba apreciado em diferentes países mostra a nossa força, e com isso, gera-se emprego, renda e oportunidades no campo. Os investimentos do Governo do Estado estão no caminho certo para consolidar o Espírito Santo como a principal origem produtora do mundo”.
Premiações
Os produtores capixabas também se destacaram em concursos nacionais. No Coffee of the Year 2024, uma das principais competições nacional, os cafés do Espírito Santo conquistaram o primeiro lugar nas categorias arábica e canéfora, e outras seis premiações, totalizando oito títilos que reforçam a qualidade e diversidade da produção capixaba.
Em 2024, o Governo do Estado realizou a terceira edição do Prêmio de Cafés Especiais do Espírito Santo, incentivando os produtores a investir em tecnologia e práticas sustentáveis. O concurso premiou as melhores amostras de arábica e conilon, tanto em qualidade quanto em sustentabilidade, fortalecendo a valorização da cafeicultura capixaba e o estímulo à inovação no campo.

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