Espírito Santo consolida posição como 3º maior produtor do Brasil
Produtividade do cacau no Espírito Santo salta 295% em uma década
No Dia Nacional do Cacau, celebrado nesta quinta-feira (26), o Espírito Santo reafirma sua relevância no cenário agrícola nacional. O estado ocupa atualmente o terceiro lugar no ranking brasileiro, sendo responsável por 4,1% da produção de amêndoas do país. O município de Linhares segue como o principal expoente do setor, concentrando 68,4% do total estadual.
Salto de Produtividade e Avanço Tecnológico
Os números revelam uma transformação drástica na última década. Em 2024, o estado registrou uma produção de 12.166 toneladas em pouco mais de 15,7 mil hectares. O dado mais impressionante, entretanto, é o ganho de eficiência: a produtividade média saltou de 195 kg/ha em 2014 para 771 kg/ha atualmente — um crescimento de aproximadamente 295%.
Segundo especialistas, esse desempenho é fruto de:
• Investimentos em melhoramento genético;
• Adoção de tecnologias de irrigação e manejo;
• Fortalecimento da assistência técnica no campo.
Relevância Econômica e Social
A cacauicultura capixaba movimentou R$ 543,5 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no último ano. Para 2025, a estimativa é de um crescimento de 6%, projetando uma safra de quase 13 mil toneladas. Além do impacto financeiro, a cultura possui um forte componente social: dos 2.806 estabelecimentos produtores, 69% pertencem à agricultura familiar.
O Secretário de Agricultura, Enio Bergoli, enfatiza que o cacau vai além do lucro.
“Os avanços registrados na cacauicultura capixaba refletem o investimento em tecnologia, pesquisa e assistência técnica, que têm permitido elevar a produtividade e a qualidade da produção. O cacau é uma atividade que gera renda, promove inclusão e fortalece a agricultura familiar, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do nosso Estado”, afirmou.
O setor também tem avançado na equidade de gênero através do projeto Mulheres do Cacau. Em 2025, a iniciativa capacitou 45 produtoras em municípios como Linhares, Rio Bananal e Santa Teresa, focando em gestão, acesso a tecnologias e organização produtiva para ampliar o protagonismo feminino na cadeia do chocolate.


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