Espírito Santo investe R$ 11,8 milhões no campo e consolida o Programa Reflorestar como referência global

Espírito Santo investe R$ 11,8 milhões no campo e consolida o Programa Reflorestar como referência global

Programa beneficia 570 propriedades rurais em 2025

O Espírito Santo consolidou avanços significativos na gestão sustentável de suas terras em 2025 através do Programa Reflorestar. Coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), a iniciativa utiliza o mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para transformar o produtor rural no protagonista da recuperação da Mata Atlântica e da proteção de recursos hídricos.P

Para a gerente de biodiversidade da Seama, Thais Volpi,  o programa é essencial para a manutenção das espécies ameaçadas.

“Naquela região demarcada, como de movimentação de espécies ameaçadas de extinção, agora vai receber recursos para manter a floresta. E mantendo a cobertura florestal, esses animais estarão muito mais protegidos. Por isso, o investimento nesta bonificação é também um mecanismo de conservação da biodiversidade, dando a oportunidade de sobrevivência a muitas espécies e a reposição de outras para manter a floresta, que corresponde à área de vida do animal ameaçado, de acordo com os registros”, analisa a gerente.

Destaques e Resultados em 2025:

• Investimento: Cerca de R$ 11,8 milhões foram liberados para o setor rural.

• Alcance: 570 propriedades rurais foram beneficiadas em diferentes regiões do estado.

• Impacto Ambiental: Somente no último ano, o programa garantiu a preservação de 1.174 hectares e a restauração de outros 1.083 hectares.

• Segurança Hídrica: As ações focam na proteção de nascentes e redução do assoreamento, o que melhora a qualidade da água e reduz custos de tratamento para os centros urbanos.

• Modelos Sustentáveis: O programa incentiva sistemas agroflorestais e silvipastoris, que unem a produção agrícola à conservação da floresta.

Protagonismo e Visão de Futuro

De acordo com o secretário Felipe Rigoni, o programa demonstra que a integração entre conservação e economia rural é uma estratégia de transformação real.

“É mais uma camada de benefícios, pois pagamos para manter a floresta e, por consequência, protegemos e aumentamos os habitats das espécies de fauna ameaçadas. De forma colaborativa, o produtor participa da manutenção da nossa biodiversidade”.

O coordenador do Programa Reflorestar, Marcos Sossai, conta que o sucesso do projeto se deve ao engajamento qualificado dos produtores, que percebem os benefícios práticos da restauração em suas terras.

“Na prática, uma propriedade que tem uma floresta em pé em sua propriedade no teto máximo do programa, que é 10 hectares, pelo contrato, o valor de PSA pode chegar atualmente a R$ 3.866,49 por ano, pagos durante 5 anos. Caso nesta mesma propriedade tenha o registro de movimentação de espécies-alvo, ou seja, que seja criticamente ameaçada e sem nenhuma proteção legal, pode ter o acréscimo de 40% do valor do seu PSA, logo o valor passaria a ser de R$ 5,4 mil por ano, cabendo lembrar que esses valores são atualizados a cada ano, já que utilizam a VRTE (Valor real do Tesouro Estadual) como indexador”.

O Reflorestar hoje é alinhado a metas internacionais da ONU e posiciona o Espírito Santo como referência global em restauração ecológica associada ao desenvolvimento econômico.