Produção de café deve crescer 9% no Espírito Santo em 2026 e reforça força do agro capixaba
O café segue sendo uma das maiores riquezas do Espírito Santo — não apenas como produto agrícola, mas como parte viva da identidade de centenas de municípios do interior, onde a lavoura sustenta famílias, movimenta comércio, gera emprego e atravessa gerações.
E para 2026, a expectativa é positiva.
Um levantamento inicial divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a produção de café no estado deve crescer cerca de 9%, alcançando aproximadamente 19 milhões de sacas. Um número que reafirma o protagonismo capixaba no cenário nacional e fortalece o Espírito Santo como um dos pilares da cafeicultura brasileira.
A projeção, ainda preliminar, reflete uma combinação de fatores que vêm se desenhando desde o início do ciclo: lavouras mais bem conduzidas, recuperação de produtividade em algumas regiões e um clima que, até aqui, tem favorecido o desenvolvimento das plantas.
Grande parte da produção esperada continua concentrada no café conilon, variedade em que o Espírito Santo lidera o país com folga. A estimativa aponta para quase 15 milhões de sacas, mantendo o estado como referência nacional nesse segmento, especialmente nas regiões do norte capixaba, onde o conilon é mais que economia — é cultura e sustento.
O crescimento também revela a modernização gradual das lavouras, com produtores investindo em tecnologia, manejo mais eficiente e adaptação às exigências do mercado.
Outro dado que chama atenção é o avanço do café arábica, que deve ter um salto expressivo em 2026, com crescimento superior a 20% em relação ao ano anterior.
A recuperação está ligada à chamada bienalidade, característica natural da cultura do arábica, que alterna anos de maior e menor produção. Com isso, muitas áreas entram agora em um ciclo mais produtivo, especialmente nas regiões serranas do estado.
Um setor que sustenta municípios inteiros
O café representa uma engrenagem social e econômica que sustenta municípios inteiros. Quando a safra cresce, cresce junto o movimento nas estradas rurais, nas cooperativas, no comércio local e na vida de quem depende diretamente do campo.
Em um Espírito Santo que é, ao mesmo tempo, industrial e agrícola, a força do café continua sendo um dos pilares mais sólidos da economia interiorana — e uma das maiores provas da capacidade produtiva do estado.
O ciclo de 2026 ainda será acompanhado de perto, já que fatores climáticos e de mercado podem alterar as projeções ao longo do ano. Mas o cenário, por enquanto, é de esperança e retomada.
E no Espírito Santo, onde o café não é apenas lavoura, mas história, trabalho e futuro, uma boa safra sempre significa muito mais do que produção: significa dignidade para quem vive da terra.

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