Setor de rochas Capixaba fatura US$ 1,16 bilhão e lidera 78% das exportações do Brasil

Setor de rochas Capixaba fatura US$ 1,16 bilhão e lidera 78% das exportações do Brasil

Confira os principais destaques do balanço anual

O setor de rochas naturais do Espírito Santo alcançou um marco histórico em 2025. O estado consolidou sua hegemonia nacional ao responder por US$ 1,16 bilhão das exportações brasileiras — o que representa 78% do faturamento total do país (US$ 1,48 bilhão). O resultado configura um crescimento de 12,2% em comparação a 2024, estabelecendo o maior faturamento da história capixaba no setor.

Abaixo, os principais destaques do balanço anual

A Ascensão dos Quartzitos

Apesar de um cenário global desafiador e da imposição de novas tarifas, a indústria capixaba demonstrou alta capacidade de adaptação. A estratégia foi compensar a queda de materiais tradicionais com a aposta em rochas de maior valor agregado:

• Quartzitos: Crescimento expressivo de 32,5%, somando US$ 703,3 milhões.

• Granitos e Mármores: Registraram quedas de 10,1% e 7,0%, respectivamente, impactados pelo novo cenário tributário internacional.

Mercado Internacional e Destinos

Os Estados Unidos permanecem como o principal parceiro comercial, sendo destino de US$ 744,2 milhões em rochas capixabas (alta de 10,7%). Outros mercados também apresentaram expansão notável:

• Espanha: Crescimento recorde de 81,6%.

• Canadá: Alta de 26,7%.

• Itália e China: Mantiveram a curva de crescimento com 9,6% e 3,8%, respectivamente.

Polos Municipais em Destaque

A força do setor está concentrada principalmente em dois municípios, que juntos somam mais de 60% das vendas externas do estado:

• Serra: Líder do ranking, com 33,4% de participação (US$ 381,7 milhões).

• Cachoeiro de Itapemirim: Responsável por 31,1% (US$ 355,6 milhões).

• Destaques de crescimento: Cariacica (+39,3%), Castelo (+29,8%) e Atílio Vivacqua (+23,8%) superaram a média estadual de expansão.

Análise do Setor

Para Tales Machado, presidente da Centrorochas, o resultado foi surpreendente diante do “tarifaço” que afetou produtos como granito e ardósia. Segundo o executivo, o avanço tecnológico e a diversificação para materiais como o quartzito foram fundamentais para sustentar o superávit e garantir a competitividade das empresas capixabas no mercado global.

“Os números nos impressionaram, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço, que provocou quedas relevantes nas exportações de granitos, mármores e ardósia. Para as empresas focadas exclusivamente na extração desses produtos, o ano foi marcado por retração. Esse movimento, no entanto, acabou sendo compensado pelo avanço de outros materiais, como os quartzitos, que tiveram desempenho bastante positivo e ajudaram a sustentar o resultado geral do setor”, comentou Machado.