TVE Espírito Santo estreia série infantil que une educação e biodiversidade

TVE Espírito Santo estreia série infantil que une educação e biodiversidade

Nova produção 100 % capixaba é inspirada em clássicos como Castelo Rá-Tim-Bum

TVE Espírito Santo estreou nesta segunda-feira (02) a série infantil “OOPA! Olha o Passarinho!”, uma produção local que une educação ambiental e entretenimento. Com 26 episódios, a obra tem como objetivo principal aproximar as crianças da natureza, destacando a biodiversidade de parques e praias de municípios como Vitória, Vila Velha, Serra e Aracruz.

Horários de Exibição

A série vai ao ar de segunda a sábado, nos seguintes horários:

  • Estreia: 11h00
  • Reprise: 14h15

Proposta e Produção

Dirigida por Úrsula Dart, a série utiliza a técnica de live action (com atores reais) e conta com cenários e objetos produzidos a partir de materiais sustentáveis. A trama acompanha os personagens Leozinho, Manu e Gil, que, guiados pela passarinha “Laranjinha” — um boneco artesanal —, descobrem diferentes espécies da fauna brasileira, como o joão-de-barro e o caneleiro-verde.

A estética do programa busca inspiração em clássicos da televisão educativa, como o Castelo Rá-Tim-Bum e o Sítio do Picapau Amarelo. Segundo a diretora, um dos maiores desafios foi criar um conteúdo envolvente para crianças em um mercado dominado por animações.

Compromisso Educativo

A produção é uma realização da Caju Produções, com apoio do Ministério da Cultura. A iniciativa reforça a grade matinal da TVE, que é integralmente dedicada ao público infantil com curadoria pedagógica. O projeto nasceu do curta-metragem “O Passarinho Menino” e das atividades de educação ambiental do festival Cine.Ema.

Desafios 

O roteiro é de Úrsula Dart com Leo Alves, que propôs à cineasta a empreitada. Ela fala dos desafios.

“Quando o Léo me chamou, ele tinha só a sinopse inicial, uma ideia de trabalhar com crianças em um projeto voltado para a educação ambiental. Eu queria me voltar a elas novamente. Já tinha a experiência do curta ‘Meninos’ e pensava em continuar. Para lidar com crianças, a gente tem que mergulhar no universo delas. O meu filho (Eric, hoje com 10 anos) tinha à época das gravações a idade aproximada do elenco e do público que a gente queria atingir. Isso foi um facilitador”, recorda.

O fato, porém, não eliminou as dificuldades, sobre os desafios a diretora comentou.

“Foi um desafio. O audiovisual infantil está muito mais coberto por animações, nem tanto por live action (produções com atores e cenários reais), e requer uma linguagem diferente. Para definir, por exemplo, a trilha sonora, tivemos de fazer uma verdadeira imersão até encontrar o que queríamos. Trilhas têm um apelo muito grande nesses conteúdos. Além disso, as faixas etárias são bem estreitas nesse grupo, então a gente tem que saber exatamente quem quer atingir e pesquisar a fundo sobre o que eles curtem”, acrescenta a diretora.