Janeiro Branco: cuidar da mente também é cuidar da vida

Janeiro Branco: cuidar da mente também é cuidar da vida

 

 

Janeiro é mês de recomeços, mas também é mês de reflexão. Conhecido como Janeiro Branco, o período chama atenção para algo que muita gente ainda insiste em esconder ou adiar: a saúde mental. Em um mundo cada vez mais acelerado, falar sobre emoções, angústias e limites deixou de ser luxo. Virou necessidade.

Em Aracruz, esse cuidado não fica apenas no discurso. A Prefeitura mantém uma rede de atendimento em saúde mental que atende a população em diferentes níveis, respeitando cada história, cada tempo e cada realidade.

O primeiro contato, na maioria das vezes, acontece nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). É ali que muita gente cria coragem para falar pela primeira vez sobre o que sente, sobre a ansiedade que não passa, o cansaço que não é só físico ou a tristeza que insiste em ficar.

Quando há necessidade de acompanhamento mais específico, o município conta com o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), que atende jovens, adultos e idosos. O serviço oferece acompanhamento contínuo, com foco no cuidado humanizado e no fortalecimento da autonomia de cada paciente.

As crianças e os adolescentes também têm um espaço próprio de acolhimento: o Capsi – Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil. O serviço é voltado para atender as demandas de saúde mental da infância e da juventude, além de orientar e apoiar as famílias, que muitas vezes também precisam de cuidado.

Para ampliar o acesso, Aracruz dispõe ainda de ambulatórios descentralizados de saúde mental, funcionando nas unidades da Barra do Riacho, Jacupemba e no Centro de Especialidades Médicas (Cema). A descentralização facilita a vida de quem precisa de atendimento e evita que o cuidado fique concentrado em apenas um ponto da cidade.

O Janeiro Branco é um lembrete importante: ninguém precisa enfrentar tudo sozinho. Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, é sinal de consciência. Cuidar da mente é cuidar da vida — todos os dias do ano.

 Por Hellen Clementino/ Folha Aracruz